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Este é um blog de participação espontânea e colaborativa.

As opiniões aqui emitidas não refletem o pensamento da Editora.

Valeu!

Por Camilo de Lellis Fontanin



Você levanta da cama que te deu uma noite mal dormida, após um dia anterior exaustivo e massacrante.


Vai até o quarto dos filhos e verifica se está tudo bem. 


Dá um beijo em cada um e faz uma oração, pedindo a Deus que olhe por eles enquanto você estiver fora.


Depois, volta para o seu quarto e verifica se suas “armas” estão perfeitas.


Toma uma rápida xícara de café preto, mas não come nada porque está sem fome.


Tudo o que você quer é descansar seu corpo exausto, contudo, sem mais demora, você se põe a caminho para mais um dia de luta.


Chegando ao front de batalha você se despe das suas roupas e veste suas asas-uniforme-jaleco de anja.


Calças as luvas, põe a máscara e os óculos de proteção, e vai para dentro do campo de batalha.


O inimigo é astuto e mortalmente esperto.


Está onde você menos espera.


Logo te chamam bem na boca da cratera do vulcão.


Você, sem titubear, parte para tentar salvar mais uma pobre alma sofredora.


O seu “jesus” está agonizando e se aguentando como pode, porque também quer continuar vivo.


O doutor chama pelos seus anjos e anjas e você tem que correr até o “jesus”, que está vivendo os últimos minutos.


Você o reconhece, é aquele avozinho simpático e falador que estava internado na Ala 06.