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As opiniões aqui emitidas não refletem o pensamento da Editora.

Quanto mais alto eu voo, menor eu me sinto

Por Camilo de Lellis Fontanin



Quanto mais alto eu voo, menor eu me sinto, porque percebo que o horizonte é bem maior do aquela visão que eu tinha.


A cada novo passo iniciado na recuperação da minha saúde crio algumas expectativas. Mas, depois das primeiras conquistas destas novas fases, eu olho firmemente à diante e vejo que toda a minha luta, até então, trouxe um novo mundo de sonhos e, consequentemente, das realizações deles, maiores do que eu poderia imaginar...


Há pouco mais de oito anos não posso mais andar. Hoje estou confinado em uma cama, apesar de ter somente uma das pernas inutilizada, a esquerda. Minha perna direita está totalmente boa e entrando em forma com a Fisioterapia.


Eu ainda não pude usar a cadeira de rodas para me deslocar. Isto porque dependo do oxigênio que um concentrador me fornece 24h por dia. Mas, com a ajuda e a supervisão da minha grande Fisioterapeuta Mariana, estou "aprendendo" a respirar e ganhando fôlego novo.


Na última vez que eu fui parar numa UTI, isto há uns 4 anos, fui dado como causa perdida pelos meus médicos, e minha família "se livrou" da grande maioria dos meus livros... Mas, desde então, uma das minhas amigas me deu um tablet e eu pude conquistar várias amizades por este nosso Brasil afora.


Fiz vários amigos e amigas que também gostam de ler e escrever. E, assim, fui ganhando vários outros livros, inclusive, livros de temáticas que eu não tinha mais acesso desde os 14 anos.


Eu tive um AVC, que não deixou quase nenhuma sequela na época, mas elas foram surgindo com o passar dos meses, fui perdendo a força nas mãos e nas pernas, o que me impossibilitou de escrever e, até mesmo, de poder assinar.


Ganhei outro tablet com mais recursos e a generosidade dos meus amigos não parou por aí... Meses depois de ganhar esse segundo tablet, vim a ganhar um telefone celular.


É, como eu disse no início desse pequeno balanço da minha humilde vida até os dias de hoje,

Quanto mais alto eu voo, menor eu me sinto, porque percebo que o horizonte é bem maior do aquela visão que eu tinha.