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O Universo Feminino dos Livros em Maiúscula, de Fabiana Esteves

Por Camilo de Lellis Fontanin



O livro Maiúscula, da professora Fabiana Esteves, editora Katzen, é um divisor de águas na minha vida de leitor. Porque ele me colocou de frente com um tipo de literatura com a qual eu tive muito pouco contato até então.


O livro é dividido em cinco partes. Todas as partes são denominadas por dois nomes, um fixo e um que varia de um capítulo para outro. Assim, temos:


1 - Corpos Ovulantes;

2 - Corpos Amantes;

3 - Corpos Presentes;

4 - Corpos Infantes;

5 - Corpos Rasantes.


Em Corpos Ovulantes, já no primeiro poema, deparamos com a confissão e narração de uma mulher que já se decidiu pelo tipo de vida e os seus princípios que a conduzirão por toda sua existência (Maiúscula). Nos poemas seguintes encontramos uma mulher liberta (Aquela Que Fui), seu cotidiano conjugal (Oração Aflita) e a dura relação que põe, de um lado, um ser mais forte fisicamente mas fraquíssimo mentalmente e, do outro, um ser mais fraco fisicamente que, pelo que o poema deixa transparecer, tornou-se enfraquecido mentalmente pelo motivo da Con[sobrevi]vência com o primeiro (Quarto).


A segunda parte do livro, ou Corpos Amantes, temos joias preciosíssimas, como a persistência do homem enamorado cantada pela sua princesa que depois de tanto resistir às investidas do seu Dom Juan termina por se entregar ao sabor de uma canção. Temos, também, um maravilhoso poema com o qual viajamos no túnel do tempo mas somente para quem viveu os doces anos 70, 80, e 90 (Lado B).


Na terceira parte, ou Corpos Presentes, passeamos junto com a poetisa por um supermercado e chegamos ao final dele frouxos de tanto rir (MercadoLivro). Outro poema bem humorado, mas este se refere a uma ajudante inanimada, que toda dona de casa moderna tem entre seu exército doméstico, que às vezes nos confundem se tem ou não vida própria (Ode a Máquina de Lavar).


Na penúltima parte do livro, em Corpos Infantes, temos a grata surpresa de encontrar o Universo Infantil, que insiste em manter seu doce jeito de criança (Coisas de Rocambole), apesar dos novos tempos e da tecnologia.