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Mulheres que leem podem ser um perigo...

Por Fabiana Esteves


Mulher lendo

Eu e Laís assistimos juntas o filme "Cidade de gelo" e pensamos se tratar de apenas um filme romântico, mas não é só isso. Mais uma vez um filme nos fez recorrer à pesquisa histórica para compreender melhor a narrativa. Não é apenas um romance. É também sobre como o conhecimento pode ser utilizado para o bem ou para o mal. Como pessoas de pouco estudo podem pensar à frente do seu tempo pelo poder do exemplo. Sobre valores que se cultivam na prática, e não na teoria. É também sobre o lugar das mulheres na universidade e mais ainda, sobre o poder dos livros.


Em certa cena, o pai encontra "O capital" entre os livros da filha e fica furioso. Ela reage: "Mas são apenas livros!" Ele responde "Você não tem ideia de como os livros podem ser perigosos..." Em seguida ordena que todos os livros dela sejam queimados. Realmente, uma mulher que lê é definitivamente um perigo para a sociedade.


Meu sábio padrinho Cláudio dizia que era o único bem que ele não conseguia negar às filhas. "Se elas me pedirem um livro, eu dou". Sigo a mesma premissa, e prezo pelo poder do exemplo, como sempre digo por aqui. Mesmo que o dinheiro esteja curto. Agora os sebos virtuais facilitaram a nossa vida. Na minha juventude, eu ia todo sábado aos sebos no centro da cidade. Comprava dez reais de livros e voltava com a bolsa cheia. Tenho relíquias dessa época. Ontem mesmo encontrei um exemplar do Thiago de Mello autografado lindamente para alguma mulher de nome Malu.


Peço licença ao colunista de cinema deste blog, mas este filme me fez reafirmar o poder da leitura diante da sociedade. Meninas que leem serão mulheres diferentes, e ainda vão mudar muita coisa no futuro que se anuncia à nossa frente. Concorda?


Na imagem acima: Pôster do filme "Cidade de Gelo"

e Laís, filha de Fabiana Esteves, em frente à uma livraria.




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