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Amendoeira do Sapê

Por Amanda Meireles


Menina rindo em uma árvore

Aquela amendoeira do Morro do Sapê já abrigou tantas aventuras de crianças!


Era a localização perfeita: Bem na esquina do quintal da minha tia, na divisa entre o barranco e o terreno plano. Umas pedras largas num montinho de barro eram enfileiradas junto ao tronco da árvore e a gente se sentava bem debaixo das muitas folhas que enchiam a copa enorme (do ponto de vista de uma criança, cabia o mundo ali embaixo).


Eita tempo bom do pique-bandeira, do queimado, do pega-pega! Das conversas quietas na sombra da árvore, dos momentos de reflexão olhando para as montanhas lá do outro lado da Washington Luiz.


As lágrimas escorrem aqui enquanto me lembro de um tempo tão seguro, tão acolhedor! Posso sentir aqueles dias como se os estivesse vivendo nesse momento.


Sinto falta da boa e velha amendoeira. Aquela, já nem existe mais. O quintal já não é tão grande quanto parecia a uma menina, mas continua muito acolhedor. Agora uma nova geração de garotinhos é que desbravarão suas riquezas!


Os laços que criamos na infância tornam-se raízes tão profundas quanto as da amendoeira. Tornamo-nos árvores que abrigam e refrescam. Faço hoje o possível para que a infância de meus filhos se torne para eles no futuro memórias de um lugar tão acolhedor quanto é para mim aquele pedaço de terra com sua amendoeira.




Duas árvores majestosas


Autoria