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A minha, a sua, a nossa trilha sonora

Por Fabiana Esteves


Mulher ouvindo radiovitrola

A minha história com a Bossa Nova é muito engraçada. Eu era adolescente e minha mãe tinha uma fita cassete da Leila Pinheiro, chamada "Bênção Bossa Nova". Certo verão, estávamos na casa de praia da minha tia, em Iguaba. Mamãe se deitava na rede e ficava lá, horas e horas escutando a tal fita. Eu reclamava sem parar: "Essa música é muito chata!". Odiava. Nem lembro o que eu costumava ouvir na época, devia ser rock, sei lá... Só sei que alguns anos depois, vasculhei as coisas da minha mãe atrás da tal fita. E fiz igualzinho a ela, ouvia muito, horas a fio. Tanto que decorei (e canto até hoje) todas as canções, exatamente na ordem em que estavam gravadas.


Depois os CDs invadiram a nossa vida e fui montando a minha discoteca (ou seria cd-teca?) de Bossa Nova. Gosto de assistir documentário, especial de TV, de ler biografias ... tudo que se refere ao assunto. Até pouco tempo atrás não ouvíamos música em casa, a TV vivia ligada, embora na maioria das vezes eu mesma não assistisse, era só por costume, um pano de fundo para as tarefas domésticas. Quando eu era criança a faxina era sempre acompanhada de música. Mas aqui em casa imperava a máxima de que uma imagem vale mais do que mil palavras, até para ouvir música a gente usava o YouTube, acompanhado de imagens.


Bom, eu já tinha uma promessa para os anos que viriam: desligar a TV e rechear o meu dia e da minha família com mais música. E tinha que ser logo, antes que minhas filhas virassem adolescentes e começassem a achar todas as músicas que eu escuto uma tremenda chatice… Bom, a pandemia me fez passar a faxina para os domingos. Eu e Laís limpamos a casa juntas. Desligamos a TV? Ainda não. Iniciamos com shows na tela e agora arrasamos com nossa playlist de MPB em uma plataforma digital. Ísis ainda é muito ligada em música estrangeira, mas a Laís se mostrou disposta a conhecer esse meu gosto musical. Ainda não se anima com samba ou rock nacional, mas já virou fã do Chico Buarque, Geraldo Azevedo, Oswaldo Montenegro e Maria Bethânia.


As telas chegaram para sempre, e mudaram nossa relação com a música. Nem sei mais o que faço com meus CDs (embora eu ainda sonhe com uma vitrola)... No entanto, a relação de afeto que se constrói ouvindo música em família é um laço que não se desfaz fácil. Enche de luz até um dia exaustivo de faxina...


Na primeira foto, Fabiana Esteves e sua filha Laís.

Na segunda foto, Ísis, filha de Fabiana Esteves.




 

Autoria


Fabian Esteves

Fabiana Esteves é Pedagoga formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNiRIO) e Especialista em Administração Escolar. Trabalhou como professora alfabetizadora na Prefeitura do Rio de Janeiro e no Estado do Rio com Educação de Jovens e Adultos. Trabalhou como assessora pedagógica e formadora nos cursos FAP (Formação em alfabetização Plena) e ALFALETRAR, ambos promovidos pela Secretaria de Educação do mesmo município. Também foi Orientadora de Estudos do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa, programa de formação em parceria do município com o MEC. Em 2015 coordenou a Divisão de Leitura da SME de Duque de Caxias (RJ). Atualmente, é Orientadora Pedagógica da Prefeitura de Duque de Caxias, onde tem se dedicado à formação docente. Escritora e poeta, participou de concursos de poesia promovidos pelo SESC (1º lugar em 1995 e 3º lugar em 1999) e teve seus textos publicados em diversas antologias pela Editora Litteris. Escreve para os blogs “Mami em dose dupla” e “Proseteando”. Publicou os livros “In-verso”, "Pó de Saudade", "Maiúscula", "A Encantadora de Barcos" e "Coisas de Sentir, de Comer e de Vestir". É mãe das gêmeas Laís e Ísis.


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